O que não dá para fazer no Ubuntu?

4 07 2007

Cada dia que eu me pergunto isso a reposta vem quase de imediato: quase nada, pelo menos do que eu sei. E eu não sei muita coisa, portanto desconfio que realmente tudo que fazemos no Win e no OS da Apple conseguimos fazer no Linux. UM exemplo me veio por email em uma lista de emails sobre Ubuntu que eu assino, a Ubuntu RJ. Segue ele na integra:

Bom dia a todos,

Estou reportando uma experiência minha feita no Sábado:

Eu tenho um programa feito em Delphi que na época fiz em Delphi 4, no século passado rsrsrs. Fiz para um cliente de um amigo. Mês passado este amigo me procurou pois o cliente dele trocou de impressora e tinha que alterar o programa para funcionar com os drives novos, pois bem bem baixei os drives e o emulador de impressora que facilita muito o teste, na época não existia esta facilidade. Convertir para Delphi 7, fiz as alterações necessárias para o novo drive, fiz os teste pelo emulador e pronto estava tudo funcionando. Mandei o programa para este amigo.

No Sábado ele me ligou dizendo que o programa está funcionando bem, e aproveitou para me informar que outra loja esta interessada no programa mas tinha um problema, a máquina rodava Linux, eu disse que teríamos que fazer outro programa ou rodar dentro de uma máquina virtual, ficamos de conversar depois sobre isso.

Vamos ao que interessa:

Fiquei pensando “porque não usar o wine?”

Eu tenho um hd de 80 GB sendo 20GB para Windows e 60 para Linux Ubuntu (Em casa eu só uso o Ubuntu 99,99% das coisas). Eu já tinha instalado no wine pois eu iria fazer alguns testes para rodar o FIFA afim de eliminar o windows da minha máquina.

- Copiei a pasta do meu sistema para o wine;

- Instalei a BDE (O programa é antigo na época eu usava BDE) no wine;

- Rodei o programa. BINGO! Funcionou de cara;

- Copiei a pasta do emulador da impressora para wine;

- Rodei o emulador da impressora. BINGO! Funcionou de cara;

- Rodei o programa e todas as funçôes da impressora funcionaram perfeitamente aparecendo no emulador.

Espero que esta experiência ajude alguém a não ter medo de testar as coisas no Linux.

Um abraço a Todos.

Clementino

Eu vou no mesmo caminho do amigo Clementino, acho que devemos testar mesmo as coisas que pensamos ser impossíveis e os resultados podem e devem ser compartlilhados com todos. A comunidade Linux só tem a ganhar com isso.

Um grande abraço a todos.

Sejamos Livres,

Alex Rodrigues





Agradecimentos.

1 07 2007

Estava pensando aqui nesse Sábado a noite de tempo frio no Rio de Janeiro em tudo que eu já aprendi fazendo esse blog e cheguei a conclusão que o mais importante não foi isso. O que realmente é incrível são os contatos que fiz com muitas pessoas através do blog. Pessoas que como eu queriam tentar ou experimentar um sistema operacional diferente ou que queriam se livrar dos problemas causados pelo Windows. Eu tive a coragem de fazer essa mudança e não me arrependo, fiz um monte de besteira (é só olhar os posts anteriores para ver isso), aprendi um monte e vi que como eu tem um monte de gente disposta a fazer o mesmo. É para essa galera que eu escrevo, pesquiso e arrisco o meu sistema de vez em quando.

Me sinto muito feliz quando leio um comentário de alguém dizendo que testou o Ubuntu e que gostou ou que algo que eu postei ajudou a resolver um problema.

Na verdade eu queria agradecer a todos vocês que já leram o blog e aos que entraram em contato. Obrigado por tudo.

Sejamos Livres,

Alex Rodrigues





Eu não entendo…

7 06 2007

Eu realmente não entendo certas coisas no mundo dos Sistemas Operacionais. Sou usuário de Ubuntu, é fácil de perceber, certo? Mas também uso Windows, tenho outro pc em casa que roda Win XP e uso no trabalho também, enfim… Desde que comecei a usar o Ubuntu eu comecei a perceber que levava menos tempo e precisava de menos esforço para fazer qualquer coisa nele. Mas sempre ouço falar na extrema facilidade do Windows sobre o Linux. E te digo: DEPENDE.

Depende do que você me pergunta e eu respondo: Depende do que você quer fazer.
Se você é um usuário comum, do tipo que só navega, escreve uns textos e manda email, o Ubuntu é mais fácil mas pode ser mais complexo, porque ele pode não ter os programas que você está acostumado. O teu Office, o seu Outlook e por aí vai. Ele tem outros, melhores até, mas outros e não é todo mundo que está afim de usar nada diferente. Fazer o que?? Questão de escolha, mas dizer que é mais fácil precisa de algo mais ou não?? E no Ubuntu existe a facilidade máxima de você instalar o sistema e já ter todos os programas prontos para usar, sem precisar de mais instalação nenhuma. Todo mundo que usa Windows sabe como é chato ter que reinstalar o sistemas e os programas de tempos em tempos porque ele se corrompe com o tempo.

Se você como eu usa ele profissionalmente te respondo a mesma coisa: Depende. A particularidade do teu trabalho vai definir. Eu trabalho com design gráfico e design web. Para a Web o Ubuntu me supre em tudo, nada me faz falta. Para design gráfico eu ainda sou dependente da Adobe. Mas não da MS.

Mas aí é que a porca torce o rabo, se você trabalha com algo mais específico ainda como programação por exemplo, se ferra. Explico: estou estudando AJAX. E precisei configurar um servidor Apache, colocar PHP, e o phpmyadmin e MSQL para funcionar. No Linux fiz todo o processo, de instalação e configuração em 20 minutos. No Windows não consegui, depois de 2 dias desisti. E cada vez que tinha que desistalar algo e instalar outro era um martírio. Um monte de pasta que não apaga, um monte de programas que não desistalam porque tem processos que estão usando os arquivos e não dá para saber o que é. Um sofrimento.

Na verdade eu entendo quando pessoas me dizem que o Windows é mais fácil de usar. Você usa, usa, abusa e estraga. Depois de uns meses reinstala e reinicia o processo. É, realmente isso é mais fácil. Mas como esse blog é escrito para a galera que se propôs a começar no Ubuntu eu recomendo uma coisa: esquece a “facilidade” e…

Sejamos Livres,

Alex Rodrigues





Você não sabe nada, e isso é bom.

13 01 2007

Pois é. Essa foi minha primeira lição. Eu achava que sabia bastante coisa de computação. Uso computador desde o tempo dos computadores pessoais que vinham sem sistema operacional baseado em interface gráfica, com tecla “chiclete”, uma tecla colorida e macia, e com um livrinho para nós mesmos fazermos nossos programas, radavamos jogos em fita cacete que levavam MEIA HORA para carregar! Quanto entrei no mundo Linux vi que esse conhecimento todo não me servia para nada e isso foi ótimo, porque estou aprendendo, de verdade, uma nova maneira de encarar o computador. Me trouxe mais humildade. O primeiro lugar que eu comecei a procurar ajuda foi no Ubuntu.com, nesse site dei o ponta pé inicial para começar a fazer a máquina ficar do jeito que eu queria.

Um comportamento que de maneira alguma devemos trazer do mundo Windows para o mundo Linux é o passivo. As pessoas, principalmente aquelas que podem te ajudar de verdade, são usuários avançados do sistema, muitos deles são hackers, programadores de pyton (linguagem usada para construir o kernel do linux) e portanto querem que antes de tudo devemos aprender a usar o sistema e vão querer que você tente primeiro resolver o problema procurando por conta própria e depois (se não conseguir) procurar ajuda, mas com todos os dados de suas tentativas em mãos, porque aí sim podem te ajudar e você aprender algo para poder também ajudar alguém a resolver o problema e ensinar a outros o que você aprendeu e a comunidade cresce assim. Quando entendi esse processo vi como ele é importante para a saúde e o crescimento da comunidade.

Então minha primeira lição foi essa, eu não sabia NADA e isso era muito bom, pois assim pode realmente aprender algo de verdade e hoje posso ajudar as pessoas a buscarem elas mesmas as respostas a seus problemas e caso não encontrem procuraremos juntos.

Abraços.

Sejamos Livres.

Alex